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Alemanha | 23.07.2003

Trabalho é mais importante que lazer

O trabalho é o que há de mais importante na vida de europeus e americanos, revela um estudo realizado em 20 países da Europa e nos Estados Unidos.

De forma geral, quase a metade dos europeus investe mais energia no trabalho do que no tempo livre, diz a pesquisa do GfK Gruppe, a quinta maior empresa de pesquisa de mercados do mundo.

Entretanto, o peso do trabalho e do lazer varia segundo as regiões e países. Na Europa Ocidental, um terço das pessoas confessa que dá mais importância ao trabalho do que a outras atividades, na Europa do Leste este número chega a 40% e nos Estados Unidos a quase 50%.

Os mais aplicados na vida profissional são os portugueses e turcos: dois terços admitem que preferem trabalhar. E os mais relaxados são os britânicos: um terço confessa que se dedica mais ao lazer do que ao trabalho.

O comportamento dos alemães corresponde à média da Europa Ocidental: um terço concentra-se no trabalho, quase 40% compartilham igualmente o trabalho e o lazer e 25% considera mais importante o lazer.

Televisão para relaxar

O melhor lugar para se relaxar e esquecer o trabalho é em casa, afirmam 75% dos entrevistados. E a atividade predileta é assistir televisão. Os mais fanáticos são os americanos e os gregos: 80% revelam que gostam mesmo é de ficar sentados assistindo televisão. Na Europa Ocidental, esta porcentagem baixa para 66%, que mesmo assim não deixa de ser alta.

Quando se trata da segunda atividade predileta para passar o tempo livre, as preferências divergem. Nos países da Europa Central e do Leste, as pessoas ocupam-se com atividades caseiras, como jardinagem ou reformas em casa.

Na Europa Ocidental, as atividades caseiras se alternam com idas a bares e restaurantes. A Finlândia é uma exceção: lá as pessoas preferem praticar esporte a sair para beber ou comer fora.

Surpreendentemente, os americanos não são muitos chegados ao esporte. Apenas 25% freqüentam uma academia de ginástica ou praticam esporte regularmente.

Cultura é coisa de mulher

Outra conclusão do estudo do GfK Gruppe é a pouca importância concedida às atividades culturais em todos os países consultados. E, também, que as mulheres preferem mais os programas culturais que os homens: 25% das mulheres costumam assistir eventos ao vivo. As mais interessadas são as belgas, dinamarquesas e holandesas.

 

(pc)

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