Alemanha
A Ditadura Nazista
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Militarização e recuperação econômica
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Sessão no Reichstag em 1938Com a morte do marechal Paul Hindenburg em 1934, Hitler acumulou também a função de presidente. Sua política militarista tomava forma e as Forças Armadas passaram a prestar-lhe juramento como der Führer (líder ou guia). Em 1935, foram declaradas extintas as restrições militares do Tratado de Versalhes, introduzindo-se o serviço militar geral e obrigatório no país. Restabeleceu-se assim a soberania militar do Reich.
A frágil República de Weimar (de 1919 a 1932) não durou o suficiente para que o sistema liberal-democrático fincasse raízes na sociedade alemã. O caos durante esse período deixou muitos alemães propensos à ditadura nacional-socialista. Os violentos conflitos internos, manifestados em sangrentas batalhas de rua entre adversários políticos, e o desemprego em massa abalaram a confiança do povo no Estado.
Hitler, porém, conseguiu dinamizar novamente a economia. Seu regime impôs uma combinação extremada de capitalismo e socialismo estatal, em que tanto os proprietários de grandes empresas como os operários se subordinavam ao controle do Estado e ao poder público totalitário. Dois planos quadrienais, iniciados em 1936, davam à economia um aspecto de guerra, com destaque para a produção de sintéticos. Programas de geração de empregos e a produção de armas levaram à diminuição do exército de desempregados. O fim da crise econômica mundial favoreceu tal política. Os judeus foram sendo excluídos da vida econômica, tendo seus bens confiscados em novembro de 1938.
Política externa
No âmbito da política externa, Hitler também conseguiu, inicialmente, impor seus objetivos. A pouca resistência encontrada foi fortalecendo sua posição. Em 1935, a região do Sarre, até então sob a administração da Liga das Nações, foi reintegrada ao território nacional. Em 1936, as tropas alemãs invadiram a Renânia, zona desmilitarizada desde 1919. A assinatura de um pacto com o Reino Unido, em 1935, permitiu o rearmamento naval do país. Desmoronava, assim, todo o esquema de contenção da Alemanha armado pelos franceses após o fim da Primeira Guerra Mundial.
A Guerra Civil espanhola, iniciada em 1936, motivou um confronto entre esquerda e direita. Enquanto o governo republicano foi apoiado pela União Soviética, os rebeldes franquistas tiveram ajuda da Itália e da Alemanha. Os dois países aliaram-se em outubro do mesmo ano, no eixo Roma-Berlim. Japão e Alemanha, por outro lado, haviam se unido no Pacto Anti-Komintern (contra a Internacional Comunista, fundada por Vladimir Lênin e pelo Partido Comunista da União Soviética em 1919). Com a adesão da Itália a este, em 1937, configurava-se a Tríplice Aliança, que se manteria até a Segunda Guerra.
O avanço para a formação do Terceiro Reich prosseguiu: em 1938, a Áustria foi anexada (Anschluss), representando a conquista de um dos primeiros objetivos que Hitler fixara no livro Mein Kampf (Minha Luta). As potências ocidentais permitiram que ele incorporasse ainda a região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, em 1939 – ano em que começou a Segunda Guerra Mundial.
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