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Economia | 08.10.2008

Indústria fonográfica se mostra confiante na Popkomm 2008

Feira abre as portas pela 5ª vez desde que se mudou para Berlim. À sombra da queda do volume de vendas, setor vê chance na digitalização do consumo de música. Bandas brasilieiras tocam no festival e Turquia é destaque.

Cada vez mais se ouve música, mas cada vez menos se está disposto a pagar por ela. Este é o grande dilema que paira sobre a Popkomm 2008, que abre as portas pela quinta vez, desde que se mudou de Colônia para Berlim. De quarta-feira a sexta-feira (08 a 10/10), 843 expositores de 52 países se reunirão nos pavilhões do Centro Internacional de Convenções da capital para a feira de música, que é tradicionalmente acompanhada de um congresso e de um festival internacional.

Mas a indústria musical mais uma vez se mostra confiante, afinal aumentou o volume de cópias legais obtidas pela internet. Um dia antes da abertura do evento, o diretor executivo, Ralf Kleinhenz, manteve o bom humor, lembrando que a música agora cedeu aos bancos a liderança dos setores em crise. Mas os números não são os mais promissores: desde 2000, o volume de vendas de música diminuiu quase 40%.

Fran Healy, do escocês Travis, um dos destaques internacionais do eventoBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Fran Healy, do escocês Travis, um dos destaques internacionais do eventoO presidente da federação alemã da indústria fonográfica, Dieter Gorny, defende um controle mais acirrado contra a cópia ilegal, que, segundo ele, não é um delito irrelevante, como muitas vezes é representada. Mesmo assim, Gorny vê chances na digitalização: "É uma revolução e uma confrontação". Em 2007, a indústria musical alemã registrou um volume de vendas de 1,65 bilhão de euros, representando uma queda de 3,2%. Embora não tenha citado números para 2008, Gorny disse estar otimista.

Turquia é destaque

O país convidado desta edição é a Turquia, que tem a chance de mostrar que tem mais a oferecer que o popstar internacional Tarkan. Entre outros, estarão presentes a banda de ska-punk Athena, o popstar Yasar e o grupo Taksim Trio, cuja obra está situada entre a música tradicional turca e novas vanguardas do país que se espalha por dois continentes. A presença da Turquia é especialmente interessante em um país como a Alemanha, onde vivem 2,1 milhões de pessoas de origem turca, 200 mil apenas em Berlim.

Além da Turquia, a Itália, a Espanha e a França são presenças fortes na feira. Pela primeira vez, também os Estados Unidos terão um estande na Popkomm. O Brasil está representado no festival através do Brazilian Showcase Night, na qual se apresentarão a cantora de soul Tita Lima, a banda de folk rock Vanguart, além dos grupos Naurea e Tijuquera Floripa Groove, que misturam ritmos latinos e drum'n'bass.

Festa de abertura foi novamente na Kulturbrauerei em BerlimBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Festa de abertura foi novamente na Kulturbrauerei em BerlimO público berlinense também poderá conhecer o som poético e experimental de Beatriz Azevedo, o jazz de Fabiana Cozza e o reagge do grupo Ponto de Equilíbrio. Entre os destaques internacionais, estão o grupo britânico Travis e o cantor Tricky.

Público especializado

Dirigida ao público especializado, a Popkomm contará com a presença de gigantes da indústria fonográfica, entre gravadoras, festivais, distribuidoras e grandes nomes do meio online, como Amazon e Napster. Neste ano, são esperados 15 mil exibidores e visitantes especializados, e mil jornalistas.

Farão parte do congresso, entre outros, o cineasta alemão Wim Wenders (de Buena Vista Social Club), que falará sobre a mistura de música e cinema, tão comum em seus filmes, e o ex-Bee Gees Robin Gibb, que defenderá os direitos autorais de autores e compositores em um debate.

O festival reunirá ao todo 400 artistas de 32 países e um dos destaques será o gênero metal que, segundo a revista do evento, conta com fãs muito fiéis: "Em tempos de crise, eles continuam comprando discos".

 

Agências (rr)

 
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