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Alemanha

Os Museus

Museus e exposições têm tradição na Alemanha, não só pela paixão de colecionar intrínseca aos alemães, mas também por causa da rica cultura do país. Os cerca de seis mil museus espalhados pela Alemanha dedicam-se aos mais diversos temas, abrangendo praticamente todos os setores da arte e da atividade humana.

Faz parte da identidade alemã valorizar e preservar os museus, independente do tamanho de seus acervos. Há desde os clássicos, de artes, história, ciência e tecnologia, até os mais curiosos, como o de arte falsificada, da banana ou do penico. Tanto nas grandes metrópoles como em lugarejos afastados, seja em prédios fechados ou ao ar livre, os museus e as exposições são testemunhos da história e do desenvolvimento tecnológico e cultural.

Os museus originaram-se basicamente das coleções de nobres e soberanos, que com isso pretendiam ostentar sua riqueza. Também a Igreja e, mais tarde, a sociedade burguesa colecionavam não só obras de arte, como ainda instrumentos musicais, ferramentas, minerais e equipamentos técnicos da época. Hoje em dia, os acervos adquiriram tamanha proporção que muitos objetos são apresentados ao público apenas em mostras especiais, permanecendo guardados o resto do tempo.

Quando museus são superlativos

A moderna entrada do Museu Nacional Germânico, de Nurembergue Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  A moderna entrada do Museu Nacional Germânico, de Nurembergue Os principais museus alemães são superlativos, seja pela idade, seja pelo acervo ou pela sua arquitetura. O Museu Nacional Germânico (Germanisches Nationalmuseum), de Nurembergue, por exemplo, é o maior e mais importante museu de história, cultura e arte da Alemanha.

 

Não se pode deixar de citar ainda a grande quantidade de museus etnográficos, que refletem as atividades dos diversos descobridores e etnólogos alemães. Neste campo, destacam-se o Museu Etnológico (Ethnologisches Museum) berlinense, com 500 mil peças de todo o mundo, o Museu Linden, de Stuttgart, e o Museu Roemer Pelizaeus, de Hildesheim.

A visita ao museu é parte integrante da vida alemã, seja na fase escolar ou nas horas de lazer dos adultos. Mais de 100 milhões de visitantes são atraídos a cada ano aos museus, que em algumas grandes cidades, como Frankfurt do Meno, Bonn, Berlim e mesmo Munique, estão concentrados numa área.

Prédios que se destacam pela arquitetura

Parte da escultura 'Buscando la Luz', de Eduardo Chillida, diante da Pinacoteca Moderna, de Munique Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Parte da escultura 'Buscando la Luz', de Eduardo Chillida, diante da Pinacoteca Moderna, de Munique Muitas vezes, os próprios prédios dos museus são jóias arquitetônicas dignas de apreciação, como o Novo Museu (Neues Museum), de Nurembergue, a Pinacoteca Moderna (Pinakothek der Moderne), de Munique, ou os prédios do famoso arquiteto Daniel Libeskind. Trata-se do Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum Berlin) e da Casa de Felix Nussbaum, em Osnabrück.

Os museus alemães, sejam eles públicos, privados, da Igreja ou de associações, trabalham juntos em vários setores, como na pesquisa, documentação centralizada, restauração e segurança.

O interesse alemão pelos museus é evidenciado por um evento que já se consagrou em várias cidades: a Longa Noite dos Museus (Lange Nacht der Museen). Os museus permanecem então abertos pela madrugada adentro, ao mesmo tempo em que os estabelecimentos oferecem uma série de eventos culturais paralelos, atraindo milhares de visitantes.